"...Hoje em dia, eu não acredito em amor romântico, não. Eu acredito em respeito e amizade. De repente, sexo e tudo. Ou, então, expressão física. Mas é assim: respeito e amizade. Porque paixão, essa coisa de amor romântico mesmo, acho que traz muito sofrimento e sempre acaba. Você sofre, você fica pensando na pessoa, você não funciona direito. Ao mesmo tempo em que você descobre muitas coisas boas em você -- não sei, pelo menos comigo acontece isso --, eu descubro sempre as invejas, certos ciúmes, uma certa possessividade, no meu caso, muito machista. E isso incomoda. Eu sou ciumento, possessivo, italianão. Eu acho que o amor verdadeiro não passa por isso, não"
(Renato Russo, 1993)
do Pequeno Príncipe
...
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo aos teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
(...)Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
do Pequeno Príncipe
18 dezembro, 2010
16 dezembro, 2010
Entrei, sentei-me, tamborilei os dedos na mesa com impaciência algumas vezes.
Acendi seu rosto e encarei, enquanto pensava em falar.
Me decidi pelo silêncio, que, aliás, tenho aprendido a usar bem. (Ainda desando a dizer o que não devo, mas paciência, essas coisas levam tempo...).
Olhei-te nos olhos, pela metade, e te li completamente, com a interpretação distorcida pelo ego.
A inquietação me dominava — aliás, nunca me deixa, essa importuna companhia —, e foi com muito custo que não cuspi tudo o que estava entalado há tempos em minha garganta.
Queria mesmo ter dito, questionado seu silêncio, seu sumiço, seu eterno riso vazio. Te culpar pelo atual descontrole em minha cabeça, e dizer que tenho te visto em esquinas, ônibus e principalmente em suéteres de lã.
Premeditei cada palavra não dita, cada feição não expressa e cada resposta que não me darias.
Lembrei até daquele abraço; o primeiro, o último; uma fagulha, uma fogueira.
Mas era tudo sonho longínquo ou pesadelo e, vencida, me decidi, mais uma vez, pelo silêncio.
Desliguei seu rosto, apaguei a luz e saí, levando comigo minha ocasional obsessão
Créditos: http://incontida.blogspot.com/#ixzz18K3bpyXX
Você sempre acaba me encontrando, e sempre acabo desejando que isso nunca termine.
Queria que você parasse de doer e me corroer tanto assim.
Créditos: http://incontida.blogspot.com/#ixzz18K16qsC5
"e são sempre nossos fios que se embaraçam pelas noites afora em que nem mesmo nos encontramos. Sempre acaba sendo essa a inspiração que nos leva através de noites insones, ventos gélidos, dias repetidos, repetitivos. Palavras que se recusam a sair, mas que quando saem, recusam-se a parar."
Créditos: http://incontida.blogspot.com/#ixzz18Jb1Khdr
15 dezembro, 2010
Sei que toda mãe é santa
Sei que incerteza traz inspiração
Tem beijo que parece mordidaTem mordida que parece carinhoTem carinho que parece brigaTem briga que aparece pra trazer sorriso
Tem riso que parece choroTem choro que é por alegriaTem dia que parece noiteE a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo...
(O Teatro Mágico)
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